sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

A primeira lição de vida do ano!

Resolvi contar hoje uma situação que aconteceu comigo na segunda-feira desta semana e que me marcou muito.
Quando voltava do centro de Taguatinga, por volta de 15:00 h, peguei uma lotação e percebi alguém sentar ao meu lado, só senti um odor não muito agradável vindo desta pessoa mas não olhei para ela (como é de meu costume). Passei então a julgar a pessoa, sem olhar para ela, sem conversar para ela, sem nada para ela, somente por ter sentido o odor desagradável.

Abrindo um parênteses, esse comportamento é mais comum do que você deve imaginar e, quando você não se apercebe disto, deste pré-julgamento, deste pré-conceito, você pode está cometendo uma grande injustiça...E quanta injustiça está acontecendo agora enquanto lemos este texto?

Continuando, na metade do caminho a pessoa que sentou-se ao meu lado começou a puxar conversa comigo e eu respondia em monólogos, daquele jeito que não quer alongar conversa. Foi quando ele falou uma coisa que me tocou profundamente... Ele disse que agradecia a Deus por ter conseguido dinheiro para poder pagar o transporte de volta para a casa dele, que tinha saído cedo de casa para ir para o hospital visitar a mulher e que não tinha conseguido arranjar com ninguém o dinheiro para poder pagar o transporte de ida ao hospital, que o que ele tinha só era o suficiente para poder comprar o pão dos filhos dele. Então ele comprou o pão dos filhos e foi, a pé, visitar a mulher no hospital. Para você ter uma idéia é uma distância aproximada de 10 Km, se eu não tiver enganado. Disse que estava acostumado a andar essas distâncias no interior, que andava 3, 4 léguas (1 légua = 6 Km); portanto estava feliz por voltar para casa e poder arrumar algum trabalho para garantir o dia de amanhã dos filhos.

Ao ouvir ele contar eu senti uma culpa, às vezes eu gasto com bobagens, às vezes colocamos em primeiro plano coisas materiais por puro luxo... enfim naquela viagem um senhor humilde me deu uma lição para a minha vida, a primeira lição de vida deste ano.
Quando cheguei em casa me deu uma vontade imensa de procurá-lo, dar meu telefone, meu endereço, para quando ele precisar não andar mais a pé, mas eu tinha que ter tomado a decisão no momento em que ele me contava. Espero poder encontrá-lo pela vida para agradecer a lição!!!

Um pouco sobre ciência de ponta!

Quem já não viu na série Star Trek (Jornada nas Estrelas) os personagens entrando em um local semelhante a um elevador ou ficando debaixo de um disco e em um segundo, após um banho de luz intensa, desaparecem e "viajarem" para outro ponto do espaço?
Example

Lendo as notícias de hoje me deparei com esta "Equipe austríaca marca novo recorde de teletransporte" e fiquei curioso para saber um pouco mais do assunto que está em muito livros e filmes de ficção científica, veja ai abaixo os links para você que também quer saber um pouco mais sobre o assunto:
- Teletransporte deixa de ser ficção científica
- Australianos conseguem fazer teletransporte de dados
- Teletransporte
- FisicaNet Teletransporte
- Teletransporte com átomos

Boa leitura!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

O que é amar?

Não conheço ninguém que defina de uma vez por todas o que seja o amor. Acho que todas as pessoas têm uma forma particular de amar, quando a oportunidade acontece é claro! Mas acho que não existe o amor sem que exista a pessoa amada, mesmo a pessoa sendo, usando o narcisismo puro para não dizer outra palavra, ela própria. Uma outra conclusão que tirei da minha breve pesquisa: o amor anda de braços dados com a dor... Porquê será?

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O QUE É AMAR

Amar é sofrer de alguém. É adoecer de alguém. Curar-se de alguém é deixar de amá-lo. Fique doente!

César Miranda

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O que é amar?

É fácil escrever um poema sobre o amor, dizer que o amor é isto ou aquilo. É muito mais fácil ainda dizer o que é... é isto ou aquilo... sente-se assim ou assado, mas o mais dificil é sentir verdadeiramente o que é o amor.
O mais dificil é mesmo amar, no sentido concreto da palavra. O mais complicado de tudo não é imaginar o amor mas sim dar-lhe alento e carinho todos os dias, mantê-lo da forma menos dolorosa. O mais dificil é demonstrá-lo em qualquer instante das nossas vidas e para isso não precisamos de palavras nem musicas nem declarações! Basta um olhar para nos cair a máscara e perceber que para amar temos que dar mais do que aquilo que temos ou aquilo que conseguimos ser ou ter.
Amar é tudo o que existe e aquilo que não existe e poderia passar horas a fio a tentar explicá-lo que não conseguiria porque só o sinto aqui dentro.
Não consigo dizer mais nada, não sei proferir mais nenhuma palavra... mas amar é amar. Amar, é o inconsciente...
Amar... confiar... sofrer... doer... sorrir... chorar... olhar...
É amar...
Simplesmente... amar!

Só gostava de saber colocar uma questão:
- porque amor se associa a dor?

Amar... é isso que sentes...

Sandra

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Enquanto a prova não começa....


Tinha um gato preto no telhado da casa em frente à minha, e olhava fixamente um ponto qualquer, que passei horas tentando identificar.

O bicho dotado de extrema concentração insistia no ponto desconhecido que instigava-me.
Cansada de perseguir o objetivo do gato criei para mim um ponto de observação tão particular quanto poderia, o gato.
Assim a menos que houvesse para o gato um espelho, ele jamais conseguiria concentrar-se no mesmo ponto que eu.
Eu e o gato.

Michelle C. S. Castro 09/01/2005

Enquanto a prova não começa... Posted by Hello

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

A primeira de Drummond

Amor é bicho instruído

Carlos Drummond de Andrade

Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

A Canção do dia de sempre

Hoje assistindo a TV antes do almoço , me surpreendi com Glória Menezes e Tarcíso Meira recitando um poema, uma maravilha. O poema segue abaixo e o video está disponível para todos os que tiverem a paciência de esperar pela reapresentação em algum dos intervalos comerciais da TV GLOBO.

A Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...
E a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana.


Capa do CD Filtro Solar Posted by Hello

Mensagens para uma vida nova!

Navegando nos sites para fazer download achei esse cd maravilhoso "Filtro Solar - Pedro Bial". Recomendo o link a todos que gostam de poesia. Dias depois achei um vídeo que conta a como surgiu a idéia do cd. Clique e vá descobri-lo. Vale a pena !


SOBRE O CD

O princípio da ideia é de Alex Schiavo, vice-presidente de A& R e Marketing da Sony. Alex procurou Pedro Bial e Isabel Diegues. Não dava para explicar o motivo por telefone ou e-mail. Ele tinha algo a mostrar. Não teria sido possível explicar mesmo.
Schiavo mostrou uma faixa em que um sujeito de voz tão grave quanto reconfortante falava sobre a vida, sobre a natureza das coisas e dos conselhos. Todo esse discurso rolava sobre uma cama sonora espertíssima, que dava vontade de dançar.
A faixa era "Everybody's free (to wear sunscreen)", que pode ser conferido no link.
A primeira definição que lhes ocorreu foi: “é um ‘prosac auditivo!”. Com os devidos descontos e acréscimos, seria isto mesmo..
A saber: desenvolver e explorar a idéia, ou as idéias contidas no formato, e fazer um disco todo assim, desse jeito diferente. Você não toparia? Eles toparam.

Começaram por traduzir a faixa que deu origem à série, “Filtro Solar”, nesta tradução deram uma roupa mais universal que americana . Estou quase convencida de que eles foram bem-sucedidos.

Com a voz de Bial na interpretação de “Everybody’s free”,com Cidália, “backing vocal” do Cidade Negra. Daí para frente, selecionaram textos que se adequassem ao projeto.
Para o poema “Mude”, de Édson Marques, o talento e a voz da jovem atriz Simone Spolandore, com sua dicção que não joga fora nem uma consoante sequer.

David Villefort e Rodrigo Sha agarraram o espírito da coisa pelo colarinho e “conversaram” com as palavras de um jeito surpreendente.
“Palavras ao vento” foi montado a partir de um livro de 166 páginas, o “Pequeno dicionário de palavras ao vento”, de Adriana Falcão que o projetoe até gostou do resultado final! Lázaro Ramos leu lindamente, como, aliás, lindamente vem conduzindo a sua jovem carreira. Leléo e Lucas Marcier fizeram a música de forma magistral, criando uma trilha sonora que reforça sentidos e permite que a poesia aflore aos ouvidos do freguês...

E os dois músicos ainda foram além e roçaram o sublime na ambiência da faixa “Bom, ruim, assim assim...”, com uma levada que rejuvenesce o ouvinte uns trinta anos, em questão de instantes... a faixa é uma enxugada radical do texto que fecha o livro “Crônicas de repórter” de Pedro Bial. Isabel achou que prestava e foi momento mais melancólico de um disco que pretende enxotar melancolias vãs.

O “Estatuto do Homem”, de Thiago de Mello, é uma referência na cabeça não apenas de leitores maduros, mas também é reconhecido de cara por jovens menos afeitos à leitura. Mano Melo aceitou defender os versos, com a garra, o senso de humor e a entonação de visionário que o caracterizam. A música foi “Freedom”, de George Michael...

Fernanda Montenegro tinha não apenas aceitou, e adorou o convite para ler o texto de Danuza Leão, “Mães”! Danuza foi compreensiva e permitiu que diminuíssemos um pouco o maravilhoso texto .

A propósito, não foi intencional, mas as vozes de “Filtro Solar” passeiam por sotaques do Brasil. Fernanda é carioca; Simone, curitibana, Lázaro vem da Bahia e Mano é cearense sem prazo de validade.
O remix final de “Filtro Solar” foi um presente inesperado de Ramilson Maia. Bônus para todos.
Ah, e o único cantor aqui presente dispensa notas musicais ou sonoplastia. Toni Garrido lê a seco o poema de Claufe Rodrigues, “Escreva sua história”, do livro “Poemas para flauta e vértebra”- palavras para dançar...

“Filtro Solar”, o disco, está aí para lançar seus raios de gosto pelo viver, e sua vontade de celebrar a vida - este mistério que só se torna singular quando alcança o plural. E vice-versa.

"Vai dar praia! Quem quiser pegar uma cor, sem maltratar a epiderme, por favor, deite-se ou não; mas, por favor, deleite-se... "


domingo, 2 de janeiro de 2005

Atos gratuitos de amor


Disse a meu marido que o amo. Não custou nada.

Pus um bilhete na lancheira do meu filho frisando como ele é especial. Não custou nada.

Abri a porta da loja para uma senhora em cadeira de rodas. Não custou nada.

Deixei uma lata de biscoitos de presente para o carteiro. Não custou nada.

Dei minha vez na fila do supermercado. Não custou nada.

Telefonei para meu irmão dizendo que estava com saudade. Ele também estava.

Pedi desculpas a um amigo com quem tinha sido agressiva. Custou um pouco, mas me deu alegria.

Enviei uma carta para o prefeito elogiando sua administração. Não custou nada.

Levei flores e chocolates para uma tia velha. Não custou nada.

Dei passagem para um carro no cruzamento e sorri para o motorista. Não custou nada. E ele sorriu de volta.

Comprei um presentinho para minha filha. Era uma coisa de nada, mas ela ficou feliz.

Agradeci ao rapaz que embalou minhas compras. Ele ficou satisfeito.

Dei um dia de folga ao meu assistente, mas lhe paguei. Custou só um pouquinho, mas nós dois ficamos contentes.

Convidei uma amiga para um passeio e um cinema. Nós nos divertimos.

Fiz uma massagem relaxante. Me senti maravilhosa.


Que tal? Atos gratuitos de amor são isso.
Como fazem bem!

Quem não gosta de Renato Russo levante o dedo!


A diferença de Renato Russo

Severino Francisco

Quando a gente liga o rádio no carro, fica exposto ao maior asneirol musical. Mas, de repente, entra na linha a voz de Renato Russo e marca uma diferença brutal em relação à média da produção de música pop brasileira de tempos atuais: ‘‘Mudaram-se as estações/Mas nada mudou...’’. A diferença é enorme porque quando ouvimos algumas canções de Renato temos a certeza íntima de que elas já nasceram eternas como outras, de Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, Caetano Veloso, Tom Jobim, Gilberto Gil, Roberto Carlos. Por outro lado, temos a certeza de que a maioria das canções nas paradas das rádios e tevês já nasceram descartáveis. Existem cantores e grupos da década de 80 que apareciam em quase todos os programas da Xuxa ou do Faustão, tinham espaço cavado pelo jabá nas emissoras de rádio e desapareceram na fumaça dos tempos. Nem os fãs-clubes das bandas se lembram mais de suas canções.

A voz de Renato soa sobrenatural quando entra na linha. É como se tivéssemos sintonizado uma estação mediúnica. Ele já partiu da terra, mas a sua voz continua boiando no ar. Na semana passada, errando pelos meus arquivos implacáveis, encontrei uma cópia desbotada de uma entrevista que fiz com Renato Russo sobre os livros que fizeram sua cabeça. Pelo que me consta, é a única do gênero. O texto foi publicado na revista Leia Livros, de São Paulo, numa edição especial para uma Bienal do Livro.

A lembrança mais longínqua que guardo do Renato vem da participação do Aborto Elétrico, em uma peça dirigida pelo ator e diretor Jota Pingo, no antigo Teatro Galpão, da 508 Sul. A certa altura da peça, Renato voava da parte de cima do teatro para o palco, agarrado em uma corda, como um Tarzan magricela e de óculos. Logo que a banda caía no palco, empunhava a guitarra e berrava os versos de ‘‘Geração Coca Cola’’. A trama da peça incluía também a preparação de comida em tachos gigantes, que faziam a cena fumegar. E, ao final, todos os mendigos dos arredores da 508 Sul eram convidados a cair de boca no sopão junto com o público.

O segundo encontro ocorreu no Pamonhão Kalu, na 107 Norte, para cumprir uma pauta: o lançamento do primeiro disco da banda Legião Urbana. Com óculos, magro, ilustrado e de cabelos desgrenhados, Renato era um anti-star que desafiava todos os clichês do rock. Empenhava-se em contestar todas as perguntas e observações, mas a conversa deslanchou por causa de um livro que marcou a sua vida: o Tratado do Desespero, do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, um dos fundadores do existencialismo. Existencialismo combina com rock porque é o conhecimento colado na vida, colado no corpo. Renato era um filósofo desgarrado no rock. Além do fator imponderável do talento, é essa conexão com a palavra e com a cultura que faz a diferença de Renato para com o restante da produção da cultura pop. Caetano Veloso ficava impressionado de como a garotada decorava as letras quilométricas de Renato.

Em seu último disco, o vocalista da banda Charlie Brown Jr., Chorão, um dos líderes do rock brasileiro atual, canta: ‘‘Eu não sei fazer poesia/e que se f...’’. O culto da ignorância leva a uma situação estapafúrdia de artistas que odeiam a arte. Na entrevista desbotada, Renato Russo diz que queria aprender francês para ler Rimbaud, talvez o mais genial poeta que pisou no planeta, o poeta que um dia sentou a beleza no seu colo. É uma das coisas que faz a diferença de Renato Russo. Eis a definição de cidade moderna formulada por Rimbaud: ‘‘Tudo aqui se resume a isso: um amor desesperado e um belo crime a choramingar na lama da rua’’.

sábado, 1 de janeiro de 2005

Desde o final do ano passado eu e minha vida estamos pensando em criar um local para expormos nossas idéias, imagens ... Estamos aprendendo a usar as diversas opções que a net nos permite, esta é mais uma.. Quem sabe será a escolhida!

Um dos nossos lugares favoritos!!!

Capa do 1º dia

Essa saiu no Correio de hoje!

Crônica da Cidade

Para Brasília voar em 2005

Por Conceição Freitas

Vistas do mais alto do céu, donde os satélites acampam para fotografar o planeta, as grandes capitais brasileiras são manchas reluzentes. Entre elas, uma única tem forma definida. É uma borboleta faiscante, asas e corpo bordados de lantejoulas. De lá longe, lampejante. Cá de perto, cintilante. A mais perfeita imperfeição. Projeto grandioso e maltratado, o que haverá de querer para o ano que chegou?

Borboleta radiante no meio do Planalto Central brasileiro, Brasília tem história, identidade, arte, arquitetura, criação, labuta fervorosa. Mas poucos os que, em tendo poder, respeitam esse patrimônio precioso.

Brasília precisa de lei que ordene a ocupação das terras, que impeça a degradação dos rios, que diga pode, não pode. Lei que vigore, resoluta, acima das tramas de interesses visíveis e invisíveis.

Reclama por mais e mais gente que entenda quão preciosa é a história da criação do maior sítio da arquitetura modernista do planeta.

Brasília luzidia quer que 2005 a trate como ele mesmo tratará outras grandes metrópoles mundo afora. Cidades limpas de toda e qualquer parafernália publicitária que possa interferir em monumentos, pontos turísticos, patrimônios culturais.

Que o novo ano traga clarividência ao governo para que nitidamente se disponha a reformar a Rodoviária, hoje sombria imagem de uma inovação modernista que juntou prédio, vias e viadutos numa só obra. Firmeza para impedir o assédio das construtoras à orla do Lago Paranoá e rigor para punir os que desrespeitarem a lei. Grandeza para conservar o patrimônio da humanidade, a despeito de quaisquer outros interesses.

Do satélite não se vê, mas Brasília está sufocada pela miséria e, como ela, todas as grandes cidades brasileiras. Penúria que há muito varre o Brasil sem que se consiga vencê-la. A capital do país, do poder e das promessas sabe que, se o ano-novo não for novo mesmo, a Esplanada dos Ministérios poderá ecoar os protestos de outrora. Brasília já abrigou vários remakes desse filme. Espera, clama, está aflita por um novo roteiro.

Desenho rutilante do paraíso perdido, capital do país que um dia já foi o eldorado, Brasília deseja que 2005 cumpra o prometido em 2002, repetido em 2003, reafirmado em 2004. Borboleta encantada, Brasília espera que 2005 seja a hora do vôo.